Juventude de Belém

Espaço dedicado ao GRANDE CLUBE DE FUTEBOL "OS BELENENSES"

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Estrela da Amadora 1-2 BELENENSES !!!

O treinador do Estrela passou grande parte do jogo a acertar a defesa para ficar seguro e, com isso, teve de abdicar de algumas ideias iniciais.
A acção de Silas fez ontem toda a diferença na Reboleira. Talvez seja exagero defender que o Belenenses “só” venceu pela forma como ele conseguiu, em dois lances, destroçar a defesa contrária.
Chegou aos 2 golos por via disso, é certo, mas depois soube controlar o jogo e apenas se viu em sobressalto mesmo no fim, devido a uma má intervenção do guarda-redes Pedro Alves, lance que estaria na origem do golo estrelista.
Às aranhas
O treinador do Estrela, mostrou-o uma vez mais, não tem ideias pré-concebidas acerca do futebol, não se rege pelos livros, antes pelo instinto. E mesmo que isso nem sempre resulte, a verdade é que se trata de uma lufada de ar fresco num jogo que entre nós é feito quase sempre da mesma forma.
Ontem voltou a surpreender. A partir de uma ideia de 3x3x4, onde o meio-campo parecia descompensado à esquerda, tentou que a tracção dianteira (Manu, Paulo Machado, Rui Borges e Semedo) fizesse a diferença. Só que do lado contrário Couceiro também tinha uma na manga: a movimentação de Silas.
Arrumando a equipa com Rui Ferreira a cobrir a “cabeça da área”, e com um trio de médios (Amaral, Rúben Amorim e Djurdjevic), tentava surpreender com as diagonais de Silas: partida da esquerda para o centro ou para a direita.
Numa primeira leitura, Toni apostou na cobertura de Jordão a Silas. Pouco depois, percebendo a inconsistência da marcação, recuou Tony e passou a ter quatro defesas. Mas manteve Jordão logo à frente de Maurício e Pedro Simões, cavando distâncias muito grandes na equipa. Só André Barreto fazia a ligação com o ataque.
Os golos
Ainda o Estrela não tinha acertado lá atrás quando Silas fez o primeiro golo. E, numa movimentação quase igual, iria assistir, minutos depois, Rúben Amorim. Em três minutos, o Estrela foi destroçado: nem o quarteto ofensivo conseguira fazer desgraças, nem o cinco da defesa evitou levar a volta de Silas. Entre uma ideia romântica do jogo (a de Toni) e uma prática (a de Couceiro), esta última vencia de forma clara.
Nova fórmula
Claro que Toni não desistiu. Para a segunda parte voltou à carga. Sem Hugo Carreira e sem Paulo Machado; com Tony e Semedo a cobrirem as laterais na zona defensiva; com Rui Duarte no meio-campo e Bevacqua a bater-se com Pelé e Rolando. Couceiro não reagiu. Esperou. E o tempo correu a favor das ideias dele, porque os da Amadora continuavam com muita gente na frente, mas sem “cabeça” para fazer as coisas bem.
O susto
O Estrela parecia estar no tapete. Não agia nem reagia. O Belenenses segurava o jogo, e bem. De repente, tudo mudou: Pedro Alves deixou passar por debaixo de si uma bola rematada por Maurício (perfeitamente defensável). Os estrelistas, a um golo do empate, e já com o argentino Nieto em campo (e sem Pedro Simões, entretanto expulso) passaram a fazer um futebol directo, em busca de uma bola perdida na área que pudesse ir para a baliza. Algum coração, pouca razão, e nem uma acção perigosa.
O mérito da vitória azul não se discute. A equipa passa a estar agora numa posição mais confortável. E Toni, que continua a tentar inventar alguma coisa interessante com tantos jogadores semelhantes, desde o início do campeonato, também não deve abdicar das ideias que tem: são muito práticas e interessantes.
(Análise do Jogo: Record)